Pesquisa

Doenças mais comuns.

Psitacose, Chlamidiose ou Febre dos psitacídeos
Doença causada pela bactéria Chlamydia psittaci. Nas aves, a infecção pode ser aguda ou crônica. Os casos crônicos são difíceis de diagnosticar; uma ave pode incubar a bactéria por anos, de modo assintomático, aparentemente saudável. Por vezes, podem mostrar-se sonolentas, com perda de apetite e asas sem brilho, opacas. Nos casos agudos, o pássaro fica doente de repente, com olhos irritados e vermelhos (conjuntivite), anorexia (perda de peso, podendo chegar até a quadros de peito seco) e diarréia verde.
Ainda, pode desenvolver problemas respiratórios (dificuldade em respirar, espirros), letargia, problemas hepáticos, aumento do baço e até morte. A bactéria é altamente contagiosa, sendo transmitida por via aérea, via fezes e fluídos
respiratórios (a bactéria consegue sobreviver em partículas por um bom tempo até ser inalada por outro animal). A transmissão é aumentada pelo contato direto com pássaros doentes ou infectados.
Pássaros jovens e estressados (doentes, em nova dieta ou em mudança) são os mais susceptíveis. O tratamento, se feito corretamente, tem altas chances de cura, e é feito a base de antibiótico tetraciclina (oxitetraciclina, doxiciclina, vibramycin), durando 45 dias. Durante o tratamento, qualquer fonte de cálcio deverá ser eliminada. Um ponto a destacar é que a psitacose é uma zoonose, ou seja, pode afetar o ser humano.
Apesar de ser muito raro, pode atacar pessoas imunodeprimidas, como idosos, crianças, doentes, aidéticos ou grávidas.

Giardíase
Resulta em indigestão, diarréia, pele vermelha, seca e escamosa, coceira e depenação.

Aspergillosis
Doença causada por um fungo, Aspergillus fumigatus, que produz endotoxinas responsáveis pelo desenvolvimento dos sintomas. Quando os esporos do fungo entram no sistema respiratório da ave, causam graves infecções respiratórias.
Essa doença pode ser fatal, principalmente em aves imunodeprimidas. Os esporos do fungo são transmitidos por alimentos, solo ou ar. Pássaros saudáveis, não estressados, são muito resistentes. Mas aves jovens ou velhas, tomando medicamentos, imunodeprimidas, em reprodução ou qualquer outro tipo de estresse são muito suscetíveis.
Os sintomas incluem esforço para respirar, respiração acelerada, mudanças na voz, fezes anormais, regurgitação, perda de apetite, aumento da sede, definhamento, diarréia, anorexia, secreção nasal, conjuntivite, dispnéia, sonolência e lesões internas nos órgãos respiratórios.
O tratamento é feito à base de antifúngicos (como amphotericin, flucytosine, fluconazole, itraconazole) e imunoestimulantes.

Coccidiose aviária
A Coccidiose é uma doença do trato intestinal (geralmente em pombos), disseminada por todo o mundo. Quase todos os pombos têm coccídeos alojados no intestino delgado. A coccidiose representa uma constante ameaça às criações de aves de produção, assim como também pode afetar a criação de pássaros que vivem em cativeiro tais como Calopsitas, bicudos, curiós, canários, periquitos, etc.
Eimeria e Isospora são as grandes responsáveis por esta protozoose que ao se instalar em uma criação poderá levar grandes perdas, daí a sua importância econômica. Aves mal alimentadas, submetidas a "stress", e aquelas que recebem rações pobres em nutrientes essenciais tais como a vitamina A e proteínas, são mais facilmente vítimas desta doença.
A coccidiose se instala preferencialmente no intestino, porém existe a forma renal que se manifesta em gansos, por exemplo.
A transmissão da doença se dá através de oocistos que são eliminados com as fezes e a urina, e ao contaminar os alimentos, a água, e o meio ambiente, disseminam a coccidiose no plantel.
Ao se instalar na parede do intestino, Eimeria e Isospora causam lesões que serão responsáveis por danos à saúde da ave, ao dificultar a absorção dos nutrientes.
Os sintomas da coccidiose são: penas arrepiadas, sonolência, perda do apetite, diarréia de coloração variando do esbranquiçado ao vermelho (sanguinolenta), fraqueza, palidez na coloração da pele, magreza, problemas na reprodução com aumento na mortalidade dos filhotes etc.
O diagnóstico da doença pode ser feito facilmente através do exame de fezes preferencialmente colhidas durante vários dias e conservadas em MIF ou outro conservador adequado para fezes.
A necropsia das aves mortas pela doença também é outra forma de diagnóstico, permitindo um exame mais detalhado face á gravidade dos danos causados pelo parasita na parede intestinal.
A forma assintomática (ou sub-clínica) é a mais freqüente. Após uma primeira ingestão de pequenas quantidades de oóscistos, os pombos ficam imunes à infecção pela estimulação de mecanismos de defesa internos, sem que se verifiquem sinais visíveis da doença.
Com esta proteção, reforçada pela ingestão constante de pequenas quantidades de oóscistos, as aves vivem em uma espécie de equilíbrio, o que também as protege de doenças intestinais graves.
A forma aguda da doença, com perturbações visíveis, graves e generalizadas. A coccidiose ocorre quando os pombos jovens e ainda não protegidos são infectados pela ingestão de grandes quantidades de oóscistos, ou quando a imunidade dos pombos adultos é reduzida ou diminuída por fatores causadores de stress.
O tratamento é feito através da administração de medicamentos denominados de coccidiostáticos ou coccidicidas adicionados à ração ou à água do bebedouro. A indústria farmacêutica dispõe de vários produtos para prevenir e curar a coccidiose, e amplos estudos vêm sendo realizados nessa área, em face da importância econômica que ela representa. Um dos grandes problemas enfrentados pelos pesquisadores é a grande resistência que Eimeria e Isospora desenvolvem aos medicamentos, transformando este assunto em fascinante motivo de pesquisa.
Forma assintomática: quando existe suspeita de infecção e as aves revelam apenas uma infestação leve, não devem tratar-se para não perturbar o equilíbrio entre hospedeiro/agente patogénico.
Forma aguda: os pombos doentes tratam-se com chevi-kok. Como apoio ao tratamento, administra-se multivitamin EB12, em conjunto com uma dieta alimentar equilibrada. Nota: chevikok pode ser administrado durante a muda.

Infecções virais
O Poliomavírus aviário é um agente comum de morte de bebês Calopsitas, afetando principalmente aqueles entre 2 semanas a 5 meses. Um pássaro adulto infectado pode se mostrar saudável, sem sintomas, senso apenas portador. Mas os filhotes afetados apresentam problemas em quase todos os órgãos, o corpo não é capaz de processar comida, resultando na parada da digestão e morte.
Também apresenta hemorragia sub-cutânea e infecções. Quando um adulto desenvolve sintomas, esses incluem perda de peso, infecções, má-formação das penas e morte por falência renal. Essa doença não tem cura, mas as aves podem ser vacinadas ainda quando bebês. Outro causa a doença da dilatação proventricular, com perda de
peso, sinais gastro-intestinais, neurológicos e morte.

Infecções respiratórias
São comuns principalmente em regiões de baixa umidade. Também causadas por falta de vitamina A. Os sintomas mais comuns são espirros muito freqüentes e secreção amarela ou verde nas narinas. Tratadas com antibióticos, nebulizações, suplementação vitamínica e antifúngicos.

Degeneração hepática
Doença causada por dietas ricas em gorduras e pobres em nutrientes essenciais (biotina, colina e metionina), como se verifica em dietas baseadas em sementes, especialmente girassol. A doença consiste no aumento do conteúdo lipídico sangüíneo e falência hepática. O tratamento consiste em uma dieta balanceada, livre de hepatoxinas.

Deficiências nutricionais
Provenientes de dietas desbalanceadas, a base unicamente de sementes, com alto conteúdo de gordura e falta de proteínas e nutrientes essenciais. Os mais comuns são falta de cálcio e vitamina A. A falta de cálcio leva ao aumento da urina e sede (sinais de problemas nos rins), alem de fraturas (em decorrência de ossos fracos). Deficiência de vitamina A pode causar problemas de pele, digestivos e respiratórios.

Alertas e toxinas
Os Gatos Carregam uma bactéria chamada Pasteurella, inofensiva para eles, mas letal para as Calopsitas e outras aves em geral. O simples contato com saliva, fezes ou comida pode infectar seu pássaro. Se isso ocorrer, trate com peróxido de hidrogênio e aplique pomada antibiótica.
Corra para o veterinário para tratamento assim que puder (o tratamento será feito a base de ampicilina).

Problemas comuns.

Sistema digestivo
Os principais sintomas podem ser: vômito, anorexia (animal pára de comer), diarréia, tenesmo (animal não evacua) e fezes alteradas (alteração de cor, formato presença de sangue, parasitas ou muco). Vômito e regurgitação.
Principais alterações:
- A presença de sangue digerido (mais escuro) ou vivo: As causas podem ser problemas desde a cavidade oral até as alças intestinais; bactérias; ingestão de corpos estranhos; lesões (quebra de ovo dentro do oviduto, por exemplo).
- Diarréia: geralmente causada por fungos, vermes ou bactérias (fazer exame de fezes); antibióticoterapia; alimento rico em fibras (alteração na dieta); intoxicação por metais pesados ou problemas fisiológicos de digestão;
- Tenesmo: fezes ressecadas; fecalomas (tumores); obstrução (parasita, C.E., tumor); Na cavidade oral, podemos ter a presença de parasitas, lesões por fungos (micose destrói todo material córneo do bico), bactérias ou vírus e, por fim, tumores.
- Auto-mutilação: arranque das penas. As causas são variadas: deficiência nutricional (aminoácidos, vitaminas e beta-caroteno), parasitismo na pele e na pena (causam coceira e o animal tenta arrancar a pena para tentar resolver o problema), problema comportamental ou desequilíbrio hormonal;
- Bico: descamação excessiva, devido à deficiência nutricional (cálcio e vitamina A) – são processos crônicos. Crescimento excessivo do bico, por falta de desgaste, também é comum.
- Ectoparasitos: piolho (principalmente em aves de pequeno porte), pulga, percevejo, sarna, piolhinhos de ninho carrapatos (Argas miniatus, encontrados mais em pombos – zoonose). Na sarna, o bico fica deformado, poroso, crescimento excessivo e frágil. A sarna também pode acometer os pés, provocando o aparecimento de escamas (placas) grandes e esbranquiçadas. A ave se coça bastante. O tratamento é sistêmico, associado à limpeza da
gaiola.
- Cisto folicular ou foliculite: a pena não consegue sair do folículo e “encrava”. O folículo inflama e incomoda o animal.Também conhecido como “Bola”, pode ocorrer em qualquer parte do corpo. O tratamento é cirúrgico.
- Vírus: podem causar uma deformação e crescimento irregular da pena, acometendo principalmente os filhotes. Os animais que sobrevivem, após 1 ou 2 mudas, voltam ao normal, mas tornam-se portadores. Outro tipo de vírus pode causar lesões em pele ou órgãos. As lesões são secas, lembram verrugas e podem se espalhar por toda a pele. Geralmente as aves contraem estes vírus através de mosquitos. Tratamento local sobre as lesões e também
sistêmico.
- Traumatismos: predadores, filhotes que se machucam sozinhos, pais machucam os filhotes, pedras atiradas.
- Queimaduras ou abscessos subcutâneos: aves geralmente desenvolvem um pus caseoso (endurecido). Extração manual.

Sistema locomotor
Tumores (osteossarcomas), deficiência de cálcio, lesões nas patas (devido a poleiros inadequados ou piso de gaiolas muito ásperos). Forma-se um calo, que infecciona e dói. Tratamento local e demorado.

Sistema reprodutor
Nas fêmeas, o mais freqüente, é a retenção de ovo (problemas de postura; casca grossa, porosa ou áspera; falta de cálcio ou hormônio para contração muscular; falta de lubrificação do ovo e problemas anatômicos) e cistos ou infecção ovarianos (aumento do número de folículos ou contaminação dos mesmos por bactérias).

Sistema respiratório
Entre os principais sintomas envolvidos temos: dispnéia, corrimento nasal, inchaço infra-orbital, respiração ofegante, movimento de cauda, ruídos respiratórios e espirros. Bactérias e fungos são os principais agentes causadores de doenças respiratórias. Não devemos esquecer de vírus e ectoparasitas (a sarna também pode afetar as narinas). Outros parasitas se instalam na traquéia, prejudicando a vocalização das aves. Um quadro clínico bastante comum é chamado de Peito- Seco, onde a ave apresenta alteração respiratória, diminuição do apetite e uma atrofia do músculo peitoral. Tratamentos suporte, antibióticos e boa ambientação, é o protocolo mais indicado.
Doenças respiratórias são altamente transmissíveis, e evoluem em um tempo muito curto, portanto devem ser detectados rapidamente e o tratamento iniciado o mais rápido possível. Portanto, a prevenção é nosso principal objetivo.

Guia de Saúde.


Como saber se minha Calopsita está doente?
Os pássaros selvagens possuem um interesse primário e vital: se proteger dos predadores. Uma doença ou lesão os torna alvos muito mais fáceis. Assim, no curso da evolução, as aves “aprenderam” a disfarçar suas doenças. Por esta razão, quando um pássaro mostra sinais da doença, eles já estão doentes a algum tempo. É importante, por isso, aprender a reconhecer os sinais precoces de problemas.
Muitos proprietários lamentam, às vezes, mortes súbitas de suas Calopsitas, e se perguntam porquê. Mas quando questionados sobre sinais ou sintomas específicos, a maioria admite mudanças, ainda que não soubessem que isso poderia indicar um problema. Por isso, é vital conhecer os hábitos e comportamento de sua Calopsita, para saber quando ela esta agindo diferente.
Também é vital olhar diariamente as fezes, de modo a detectar variações na cor, quantidade e consistência.
Deve-se sempre observar:
- Mudanças no comportamento: Calopsitas independentes se tornam mais carentes, ou mais amorosas se tornam retraídas, ou uma Calopsita normalmente brincalhona perde interesse por seus brinquedos ou se elas tornam-se encorujadas (com aparência de estarem “infladas”, com as penas eriçadas), com asas caídas, desatentas, abatidas, sonolentas (olhos fechando constantemente), ficam no fundo da gaiola ou sentados no poleiro, postura baixa no poleiro (quase horizontal);
- Mudanças no conteúdo fecal: excrementos normais, em um Calopsita, são fezes verdes
(maior parte: porção intestinal) com urato branco ou creme seco e pastoso e urina incolor (parte renal), na quantidade de 25 a 50 por dia. Se as fezes se tornarem pretas, aquosas, ou de qualquer outra cor sem que haja mudança na alimentação, ou se elas diminuírem muito em quantidade, é um problema;
- Mudanças na aparência e atitude: mudanças no apetite (perda ou aumento), maior ingestão de água, mudanças ou perda da voz, mudas prolongadas (com penas perdidas e não repostas), hábito de arrancar ou mastigar as penas (auto-mutilação). Cauda batendo (acompanhando a respiração), fraqueza, vacilos freqüentes da cabeça, olhos com aparência cansada, respiração ofegante e dificultosa ou mais forte que o normal, secreção ao redor das narinas ou olhos, barulhos ao respirar (chiados ou espirros), penas manchadas de marrom acima das narinas (sinal de nariz escorrendo), vômito, diarréia, cloaca suja, inchaços, desidratação, pés gelados;
Qualquer sinal de alteração na sua Calopsita deverá ser levado a sério, procurando-se um veterinário de aves rapidamente, pois as aves, após o desenvolvimento da doença, podem morrer rapidamente se não tiverem auxílio profissional.

Primeiros socorros
Abaixo, listamos alguns problemas comuns e soluções caseiras para eles. No entanto, como será fácil notar, muitos casos recomendam ajuda veterinária, principalmente quando há qualquer sinal de doença.

Aumento no consumo de água
Água é essencial para qualquer ser vivo. As aves a absorvem das frutas, vegetais e da água que bebem. Um canário morre em um dia sem água. As calopsitas, em razão de seu habitat em terras secas da Austrália, conseguem ficar um pouco mais sem água, mas não é bom testar isso. As calopsitas bebem ao redor de uma colher de chá por dia. Mantenha sempre água limpa e fresca, todos os dias.
Estresse, tempo quente, aumento de atividade ou exercícios físicos, diarréia e certos medicamentos (como antibióticos) podem fazer com que sua ave beba mais água. Também bebem mais água quando estão alimentando filhotes.
Mas um consumo excessivo de água pode indicar doenças graves, como diabetes, doenças do fígado e rim, infecções urinárias ou peritonite. Caso a sua Calopsita pareça saudável, apesar de beber mais água, não se preocupe. Mas se há algum sinal de doença ou se você está realmente preocupado com a quantidade de água consumida, procure um veterinário. As Calopsitas, tal como outras aves, transpiram ao ofegar, causando perda de calor e água. Assim, se ela está em um ambiente quente ou com incidência solar direta, isso acarretará aumento no consumo de água, em razão da perda excessiva.
Perda de apetite
Mudanças no apetite podem ser resultantes de estresse (causado por mudanças, como novos barulhos, nova gaiola, novos membros na família, nova comida) ou ambientes quentes. Se a sua Calopsita não se alimenta bem um dia ou outro, mas permanece alerta e ativa isso não é motivo para preocupação.
No entanto, uma queda no apetite pode ser um indicador de problemas. É importante lembrar que as aves, principalmente as de menor porte, possuem um metabolismo muito rápido, e por isso se alimentam com muita freqüência, várias vezes ao dia. Uma ave doente que não come direito não consegue manter sua temperatura corporal, e então ela fica encorujada, para manter-se aquecida.
Se a sua Calopsita se recusa a comer por mais de dois ou três dias, talvez seja necessário forçar a alimentação com papinhas de filhote, como se faz com filhotes alimentados na mão. Se você conseguir alimentar sua Calopsita com uma colher e preenchendo o papo ao menos parcialmente, não há problemas.
Mas se você não consegue isso, é necessário usar sondas para injetar o alimento direto no papo, mas isso requer material e ajuda profissional.
Aumento no apetite
Aumento nos exercícios, queda de temperatura, postura de ovos ou alimentação de filhotes provocam nas aves um aumento da necessidade normal de comida, especialmente calorias e proteínas. Nesses casos, não é necessário se preocupar.
No entanto, um aumento no apetite poderá indicar diabetes (os sinais iniciais de diabetes são aumento no consumo de alimento e água, perda de peso e fezes mais líquidas), vermes, giardíase, problemas pancreáticos, intestinais ou hepáticos. Em qualquer caso, se houver sinais de doença, procure um veterinário.
Perda de peso
As Calopsitas perdem peso se elas queimam mais calorias do que ingerem, por excesso de exercício, estresse, ou diminuição do apetite. O peso de uma calopsita pode variar, e o que você acha ser baixo peso pode ser normal. Abaixo, há uma tabela com o peso esperado de uma calopsita.

Idade Peso (em gramas)
0-2 dias 4-6
3-6 dias 5-12
1-2 semanas 12-45
2-3 semanas 45-72
3-4 semanas 72-108
4-5 semanas 80-120
5-6 semanas 80-90
6-7 semanas 80-95
7-Adulto 90-110

Calopsitas realmente abaixo do peso são facilmente reconhecíveis, pois perdem gordura e músculos na região peitoral, fazendo com que a quilha se torne muito proeminente.
Nesse caso, a perda de peso deve ter causas patológicas, como problemas no pâncreas, fígado e intestinos (nesses casos, a comida não é absorvida corretamente), problemas renais, diabetes, giardíase, vermes, coccidiose e mais uma lista imensa.
O que se pode fazer caseiramente é observar se a ave não está gostando da alimentação, ou se um alimento novo não foi bem aceito.
Tente aumentar a quantidade de comida, ou troque por algo que ela goste mais.

Ganho de peso
Uma calopsita obesa poderá apresentar muitos problemas de saúde, incluindo dificuldade em respirar, estresse, diabetes, problemas cardíacos e hepáticos. As causas da obesidade poderão ser muitas, como ingestão de calorias em excesso, falta de exercícios, hereditariedade, hipertireoidismo, falta de lípase (enzima responsável pela queima de gorduras). No entanto, muitos problemas que ocorrem na região abdominal e peitoral podem ser confundidos com obesidade.
Entre estes, estão tumores benignos, hérnia, ovo preso ou ascite (fluído no abdômen). Se as hipóteses de problemas de saúde e hormonais estiverem descartadas, o ideal é submeter sua calopsita a uma dieta (redução mínima de 25%) e aumento na atividade física.
Aleijamento
Por definição, uma ave aleijada é aquela que não possui, ou não consegue usar, uma ou as duas pernas. As causas mais comuns são: infecção, dor nos pés, deslocamento, fratura, luxação, torção, queimadura, falta de exercício, pressão do nervo ou vaso que irriga a perna, deficiência nutricional, artrite, poleiros inapropriados, lesões nervosas.
Geralmente, quando as causas não são nervosas, problemas nos membros são causados por poleiros inadequados ou sujos.
Poleiros muito pequenos promovem o crescimento das unhas, e essas podem quebrar ou enroscar na perna, causando dor e lesões, inclusive fraturas. Poleiros sujos, enrugados ou molhados podem irritar o pé da ave; nesse caso, lave a região irritada com água morna e passe alguma pomada tópica. Os poleiros devem estar sempre secos e limpos e devem ser de vários tamanhos, para que a ave exercite a musculatura do pé. Em qualquer caso, ainda mais se você achar que a causa é nervosa ou por lesão, procure ajuda médica.
Alergias
Muitos produtos podem causar alergias em Calopsitas. Os sintomas mais comuns são flatulência, inflamação da cloaca ou espirros freqüentes. É muito importante que você tente achar a causa: algum lençol ou cobertor que cobre a gaiola, flores ou plantas, sprays, produtos de limpeza, alguma comida, cigarro ou fumaças em geral são
as causas mais comuns.

Inchaços
Geralmente, inchaços ou caroços que surgem nas aves são benignos, e causados por traumas. Por exemplo, se sua ave voar de encontro a algum objeto e bater com força, pode desenvolver um hematoma, que irá desaparecer com o tempo. Mas há várias outras causas, como abscessos, cistos, gota/artrite, incrustações no bico e olhos (geralmente causados por sarna), depósitos de gordura sob a pele, e até tumores.
Os abscessos são inchaços quentes, doloridos, avermelhados e duros ao toque, causados por deposição de pus (em decorrência de alguma infecção bacteriana) e geralmente encontrados embaixo dos olhos, pés e bico.
Se não tratados, a infecção poderá se espalhar por órgãos vitais, como pulmões, coração, rins e cérebro, através da corrente sanguínea. O ideal é procurar ajuda médica, para administração de antibióticos.

Careca
A mutação lutino é bem conhecida pelo seu defeito genético de gerar calopsitas carecas (algumas mais, outras menos). Mas a perda de penas na cabeça pode ser também devido a outras calopsitas agressivas; nesse caso, a única solução é separar as aves.
Há uma doença séria, denominada PBFDS (do inglês psittacine beak and feather disease syndrome) que promove crescimento anormal de penas (deformadas, enroladas, comprimidas ou unidas) na cabeça e no corpo, além de provocar queda do sistema imunológico, pneumonia, hepatite e problemas gastrointestinais.

Regurgitação
A regurgitação nada mais é do que a expulsão do conteúdo do papo. As causas mais freqüentes para isso são comportamentos de corte e nidificação, bloqueio do trato digestivo superior, aumento das glândulas tireóides e infecções no papo, envenenamento por metais ou produtos químicos.
Mas algumas calopsitas podem regurgitar para um brinquedo, espelho ou para uma pessoa, na tentativa de alimentá-los. Isso é uma profunda demonstração de carinho. A regurgitação também poderá ocorrer por um bloqueio no papo, ao engolirem algum objeto que obstrua seu trato digestivo ou pelo consumo excessivo de areia (elas geralmente ingerem pedregulhos para ajudar na digestão, quando estão com alguma indisposição gastrintestinal).
Nesse caso, algumas gotas de óleo mineral e massagem no papo ajudam. Outra causa comum é o aumento da tireóide, principalmente se a dieta for pobre em iodo.

Diarréia
É um dos problemas mais comuns nas aves, e podem ser um prenúncio de problemas graves. Um excremento normal consiste em uma mistura de fezes (a parte verde e firme) e urina (constituída da urina em si, liquida, e de uratos, mais consistentes e brancos). A diarréia pode ser causada por problemas no trato digestivo e órgãos associados (pâncreas e fígado) ou urinário, por infecções bacterianas, psitacose, giardíase, candidíase, mudanças na dieta (principalmente pela ingestão de frutas), medicamentos e estresse.
Se a diarréia for isolada, e sua ave estiver alerta, sem mudanças no comportamento, não se preocupe muito. Administre soro caseiro três vezes ao dia, para cortar a diarréia, ou dê 2 gotas de pepto-bismol, duas vezes ao dia.
Remova frutas e vegetais da dieta por um tempo. Mas se a diarréia perdurar e sua ave apresentar qualquer outro sinal estranho, procure um veterinário com urgência, pois poderá ser alguma doença em estado já avançado.

Gripe
Não é um problema comum nas calopsitas. Pode ser causado por ingestão de pedrinhas, objeto estranho, dietas pobres, má higiene, pressão do reto (por tumores), ovo preso, hérnia ou obstrução da cloaca.
O que se pode fazer é limpar a área da cloaca com água morna e sabão, passando algum creme se a área estiver irritada, e ministrar leite de magnésia (4 gotas no bico).

Espirros e secreção nasal
Espirros poderão ser causados por irritações passageiras e alergias, mas também podem ser sinais de problemas respiratórios. Nesse caso, podem ser acompanhados de tosse (é possível ouvir chiados vindos da garganta) e inflamação na garganta (mudanças na voz ou canto).
Quando as narinas estão com alguma secreção, as penas acima das narinas ficam amarronzadas. Esse problema pode ser causado por sementes ou algum objeto que entrou nas narinas, irritação causada por aerossóis ou infecções. Uma infecção respiratória tem como sinais secreção nasal e ocular, penas eriçadas, letargia, arrepios e respiração ruidosa ou com dificuldade.
As causas mais comuns de infecções são variações grandes de temperatura no ambiente. É proibido deixar sua ave ao lado de aquecedores de ar ou ar-condicionado, ou ainda deixá-la em locais com correntes de ar ou exposta a chuva. Se o problema é algum objeto nas narinas, tente retirá-lo cuidadosamente com cerdas de escova ou cotonete.

Respiração curta
A respiração rápida e curta pode ser provocada por altas temperaturas; a ave respira de modo ofegante para se refrigerar. Elas também têm esse comportamento quando estão assustadas ou nervosas. Em todos estes casos, basta deixá-la em um local ventilado ou deixá-la se acalmar que sua respiração voltará ao normal.
Mas se sua ave realmente está com dificuldades em inspirar e expirar, pode haver alguma obstrução no peito, pulmão ou vias respiratórias. Por exemplo, um aumento abdominal causado por tumor, peritonite (causada por ovo preso) ou ascite podem impedir a expansão total da caixa torácica.
A dificuldade em respirar também pode ser causada por infecções bacterianas ou por fungos e ácaros. Em todos esses casos, o ideal é ter ajuda veterinária.

Problemas no bico
Um bico para uma Calopsita é imprescindível: é com ele que a ave come, bebe, se defende, sente o mundo, e se movimenta. Um pássaro com bico defeituoso é infeliz e bravo. Além disso, se o problema impossibilitar que ele coma, ele poderá até mesmo morrer. Há várias doenças que podem afetar o bico, alterando a cor, provocando quebras, crescimento anormal, deformações, lesões e tumores.
Deficiências nutricionais (proteínas em falta e vitamina A em excesso) e infecções bacterianas também causam problemas.
Quando uma Calopsita é jovem e fratura o bico superior, o tratamento dá resultados satisfatórios. Você pode envolver o bico com fita adesiva por 3 semanas, período em que ocorre a cicatrização. Se ocorrerem quebras, estas não afetam a alimentação, elas irão ser reparadas com o tempo, e intervenções não são serão necessárias.

Problemas nos olhos
Os sintomas mais freqüentes indicativos de problemas nos olhos são piscadas freqüentes, olhos fechados, vermelhidão, inchaço e secreção. Esses sintomas podem ser causados por infecções bacterianas, vírus, fungos e ácaros, deficiência de vitamina A, irritações (causadas por aerossóis, batidas ou briga com outra ave), psitacose, infecção nos sinos nasais ou abscessos.
Se houver alguma secreção, limpe com colírio oftalmológico, ácido bórico oftalmológico ou soro fisiológico. Evite produtos que possam causar irritação. Mantenha neste caso, sua Calopsita longe de luz intensa, que poderá á irritar mais ainda.

Berros
As calopsitas costumam vocalizar ao nascer do dia e ao anoitecer, para chamar a atenção, para cumprimentar alguém, ou para demonstrar algum sentimento, como descontentamento. Se os berros de sua ave incomodam, tente mantê-la perto de você, ofereça atenção, brinquedos ou alimento. Lembre-se que as Calopsitas não gostam de isolamento.

Agressão e bicadas
Bicar é um comportamento natural no ambiente selvagem. Os pássaros usam o bico para se alimentar, limpar, escalar, se defender, sobreviver, manter o controle no bando. Quando uma Calopsita bica, é em resposta a três comportamentos diferentes: medo, territorialismo ou por razões sexuais.
É fácil identificar um pássaro amedrontado: ele grita, silva, fica arrepiado, tenta se esconder em algum canto da gaiola e fica com as penas eriçadas. Geralmente, uma ave responde desse modo a mudanças no ambiente, a movimentos repentinos, barulho alto, portas batendo, crianças berrando, trovões.
Uma ave também pode bicar se perder a confiança em você, achar que você representa perigo de alguma forma. Pássaros capturados, importados ou mantidos em quarentena são extremamente estressados, e geralmente apresentam problemas psicológicos, sendo muito defensivos.
O territorialismo em animais de estimação é expresso pela defesa da sua gaiola, brinquedos e comida. Caso a sua calopsita não quiser ter seu território invadido, ela irá bicar. Ela pode considerar sua mão um predador em potencial, e irá bicar dedos e mão.
Mudanças hormonais também afetam o comportamento de sua calopsita. Chega uma fase em que sua calopsita quer acasalar e se reproduzir; se isso não ocorre, ela se sente frustrada e acaba bicando. Mas esse comportamento é passageiro.
Se, no entanto, sua ave escolher um humano como parceiro, ela ficará possessiva, bicando qualquer um que chegue perto. O pior poderá ocorrer quando sua calopsita escolher você como parceiro e você não corresponde; nesse caso, ela irá te bicar.
Mesmo sendo difícil, há algumas coisas que podem ser feitas para diminuir ou parar com as bicadas, uma vez identificada a causa.
Em 1º: ignore o comportamento negativo, mesmo que a bicada doa (e muito), e reforce o comportamento desejável, com afagos e elogios.
Se cada vez que a ave bicar você responder de algum modo (berrar com a ave, retirar a mão bicada, bater no bico, soprar a face ou empurrar a ave), isso só irá reforçar o comportamento negativo.
Em 2º, não permita que sua Calopsita fique em cima de sua cabeça; isso faz com que se sinta dominante; permita apenas que ela se empoleire no nível do seu peito (ombros).
Em 3º, mantenha as asas cortadas: isso o faz se sentir mais dependente.

Descoordenação
Abaixo, estão alguns sinais que, se apresentados, sua ave deve ser levada ao veterinário imediatamente. Geralmente há tratamento, mas que necessita de acompanhamento.
- Cabeça inclinada: as causas mais comuns são traumas na cabeça (por exemplo, batidas durante o vôo), envenenamento por metal pesado (chumbo), infecções (no ouvido interno ou generalizadas) e tumores.
- Descoordenação: infecções, toxinas, tumores e deficiências vitamínicos fazem com que sua ave fique cambaleante.
- Fraqueza: se a sua Calopsita não consegue se manter no poleiro, pode ser sinal de infecção generalizada, nutrição deficiente (falta vitamina E ou selênio), fraturas, danos nervosos, artrite, falta de cálcio no sangue ou tumores.
- Paralisia das pernas: tumores abdominais, infecções, traumas, nutrição deficiente (falta vitamina E ou selênio), ovo preso ou danos nervosos.
- Convulsões: podem ser causadas por envenenamento, deficiência nutricional, epilepsia ou doença infecciosa.

Sangramento
Lave a área com peróxido de hidrogênio 3% e aplique pó anti-hemorrágico (como amido de milho, farinha ou algum comprado na farmácia). Se necessário, cubra o ferimento com gaze e segure firme por 2 minutos. Se o corte for nos pés ou pernas, aplique pomada antibiótica. Se o corte é no corpo, cubra com gaze ou band-aid.
No entanto, se o sangramento é em decorrência de uma pena em crescimento (que possui irrigação sanguínea) que quebrou ou foi cortada erroneamente, o ideal é arrancar a pena. Só assim o folículo irá fechar e parar o sangramento.
Para arrancar, uma pessoa deve segurar com cuidado a ave, enquanto uma outra arranca a pena na base, com uso de um alicate pequeno (pinça não serve!). Em seguida, aplique algum pó antihemorrágico com cotonete diretamente no folículo e pressione com uma gaze, até parar o sangramento.

Piolho
O remédio mais eficiente e menos tóxico ainda é o Kill Red (importado), mas se for pouco piolho, você poderá lavar sua Calopsita em água com vinagre que funciona bem. É uma colher de sopa de vinagre para um litro de água. Vaporizar por 4 dias (cuidado com os olhos pois arde).
Pode ser usado também o Piolhaves, porem sua aplicação é perigosa, deve-se cubrir a cabeça da ave com uma toalha e usar luvas e mascaras.

Vermífugo
Vermifugar as suas Calopsitas antes delas começarem a criar, colocar Mebendazole na água por 3 a 5 dias. A vermifugação é feita pelo menos uma vez ao ano e sempre entre o período do término da muda das penas e início da temporada de procriação. Vermífugo (Mebendazole - Avitrin) só depois dos 5 meses.

Ovo preso
Ovo preso é a inabilidade de uma fêmea em expelir o ovo pela cloaca. As causas mais comuns para esse problema são: fêmea muito jovem tentando botar seu primeiro ovo, falta de cálcio na dieta, falta de vitaminas e minerais, obesidade, disfunção do trato reprodutivo, excesso de reprodução.
As deficiências nutricionais podem fazer com que a ave produza ovos com a camada externa menos dura e maior que o normal, ou ovos de formatos anormais. A camada externa macia faz com que os músculos do ovário e da cloaca não consigam empurrar o ovo adiante. Além disso, os músculos dessa região também podem estar fracos, por falta de uma dieta adequada, não conseguindo contrair de modo eficaz e expelir o ovo.
Os sintomas de um quadro de ovo preso são: pássaro sentado no chão da gaiola, sentado sobre a cauda, com as pernas estendidas, rabo batendo direto, distensão abdominal, esforço continuado, respiração difícil, falta de fezes e penas eriçadas.
O ovo preso também pode afetar os nervos que controlam a musculatura da perna, impossibilitando que a Calopsita fique empoleirada. Em razão de esforço prolongado, a ave também fica fraca, exausta e pode até entrar em choque. O tratamento nesses casos requer ajuda médica, que em primeiro irá recorrer a técnicas nãocirúrgicas (como injeção de cálcio e hormônio diretamente no fêmur, promovendo contração muscular) ou a retirada do ovo sem necessidade de cirurgia. É importante você nunca tentar retirar ou quebrar o ovo, pois isso poderá ser fatal.
O que você pode fazer de imediato é passar óleo mineral na cloaca e colocar a ave em um local quente e úmido (umidade 60%), como por exemplo, banheiro com chuveiro ligado. Isso ajuda os músculos a relaxarem e empurrar o ovo. Mas, se isso não acontecer em meia hora, corra para o veterinário.

Envenenamento
Se a sua Calopsita ingerir ácidos, bases ou produtos a base de petróleo, faça-a beber leite misturado com pepto-bismol, clara de ovo ou azeite. Não provoque vômito. Se o envenenamento for por qualquer outro agente, provoque vômito (misture água e mostarda e coloque diretamente na garganta).

Queimaduras
Borrife com água gelada duas vezes ao dia, passando alguma pomada ou pasta para assaduras. Se a queimadura for por gordura quente, passe farinha ou amido de milho antes de enxaguar com água.

Choque por calor
Borrife as penas com água gelada e coloque os pés em água gelada. Coloque em um local fresco e arejado. Mas tome cuidado para evitar que a ave se resfrie.

“Pesadelos” noturnos
É comum que sua calopsita se assuste à noite, com vultos se movendo, luzes ou barulhos. Em resposta, elas começam a bater freneticamente as asas, correndo serio risco de se machucar. Quando isso ocorrer, você deve acalmá-la até que ela volte ao normal. Para evitar esses sustos noturnos, o ideal é manter a gaiola coberta à noite.

Pediatria (problemas comuns em filhotes)
Durante a fase de filhotes, você deverá atentar para dois fatores: olhar por sinais de doenças ou ver se a mãe não está negligenciando ou machucando o filhote. Se um filhote ficar doente ou hipotérmico, a mãe provavelmente o abandonará. Os pais também recusam comida quando está muito quente ou frio, quando são inexperientes, quando há muito barulho ou atividade ao redor do ninho. Nesses casos, será necessário você mesmo alimentar os filhotes com papinha.
Outro problema comum é a mãe depenar os filhotes. Geralmente isso não é problema, mas se a situação for severa, separe a mãe, e deixe apenas o pai cuidando dos filhotes. Quando houver filhotes, mantenha os comedouros dos pais com alimentos mais palatáveis, como frutas, vegetais e ração para bebê. Se houver pouca comida, os pais irão alimentar filhotes com o que eles acharem: pedaços de poleiro, material do ninho, etc. O único problema em se alimentar filhotes na mão é quando você não tem noção de como fazer isso.
Há vários problemas que poderão ocorrer se você não tiver uma orientação prévia, geralmente causados por papinha fria ou quente demais ou pela administração errônea da papa.

Queimadura no papo: queimadura do papo e esôfago em razão de papa muito quente. A pele fica vermelha, e, se for muito sério, podem formar-se bolhas e feridas. Se a ferida se abrir, cria-se um buraco, e o papo fica exposto. Se você perceber a queimadura a tempo, inunde o papo com água fria. Se você perceber, após alguns dias, o papo inchado e descolorado, aplique vitamina A e D e alimente em pequenas quantidades. Mas se a queimadura for séria, a ponto de criar bolhas ou feridas, corra para um veterinário. Para evitar erros, a papinha deve sempre estar entre 100-106. Evite também esquentar a papinha no microondas, pois o aquecimento nunca é homogêneo, podendo haver bolhas quentes no meio.
- Papo Azedo: Ele é causado pelo acúmulo de comida estagnada no papo, provocando uma descida mais lenta da comida; isso faz com que fique cada vez mais comida no papo, e essa vai ficando cada vez mais azeda, fermentada. As causas disso são comida muito frias ou excesso de comida, não permitindo o esvaziamento total do papo pelo menos uma vez ao dia.
- Pneumonia por aspiração: pode ocorrer do filhote aspirar papinha, e essa ir para a traquéia e pulmões. Isso geralmente ocorre quando é dada papinha demais e o papo fica muito cheio, ou quando alguém tenta usar seringa para alimentar e o faz erroneamente. Quando há aspiração, a ave espirra, tosse, balança a cabeça e luta para respirar. Se ele ainda respirar, ele vai desenvolver pneumonia. A única solução, nesses casos, é veterinária.
- Parada gastrintestinal: ocorre quando o papo se esvazia muito lentamente e o trato digestivo inteiro fica lento. Isso é causado por papo azedo, comida muito fria, muito grossa, ou por papos alargados por superalimentação. A primeira coisa a ser feita é verificar se a ave está eliminando fezes (isso é um bom sinal, pois indica que o trato digestivo não está totalmente parado). Todo o processo a seguir deve ser feito em um local quente, para que a ave não tenha uma hipotermia, e deve ser feito apenas por um veterinário ou alguém que saiba o que está fazendo.
- Se o papo está apenas um pouco cheio, e já é hora da próxima refeição, injete com sonda 10 ml de Pedyalite e massageie com cuidado o papo. Se funcionar, a ave irá defecar em 1 hora. Repita até que o papo fique totalmente vazio. Só aí dê alimento normalmente.
- Se o papo, ao contrário, não esvazia nem um pouco, será necessário esvaziar e limpar, com a ajuda de uma seringa e sonda próprias. Ao esvaziar o papo, analise o conteúdo: se houver grumos brancos, provavelmente é uma infecção por Candida; se for viscoso e fedido, é problema de infecção bacteriana. Para lavar o papo, misture Nolvasan com água morna (104 F) e injete 10 ml, deixando por 2 min, removendo em seguida. Repita o procedimento até que
essa água volte limpa. Coloque 5ml de Nystatin no papo (para combater a infecção por fungos) e, após 5 minutos, mais 5 ml de Pedialite morno (contra desidratação) ou água morna. Após 2-3 horas, dê uma quantidade pequena de papinha, bem diluída, e espere ver se a ave elimina fezes. Se isso não ocorrer, a única solução é correr para o veterinário.

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